terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

MORTE (Chico Xavier)

Silenciosa madona da tristeza,
a morte abriu-me as catedrais radiosas,
onde param as formas vaporosas.
Do país ignorado da Beleza.

Num dilúvio de lírios e de rosas,
filhos da luz de uma outra Natureza,
que entornavam no espaço a sutileza
dos incensos das naves harmoniosas!

Monja de olhar piedoso,calmo e austero.
Que traz à Terra um tênue reverbero
da mansão das estrelas erradias...

Irmã da paz e da serenidade,
que abriu meus olhos na imortalidade,
à esperança de todos os meus dias!

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