“Procurei-te desarvorado e triste pelas terras distantes.. em loucas aventuras com os outros, sem conseguir encontrar-te. Aonde chegava a minha ansiedade... deparava-me com as marcas de teus pés no chão. Penetrei-me pelas lâminas da angústia... dilacerando todas as minhas ambições, em vãs tentativas de te encontrar. Exauri-me... sem resultado feliz... e detive-me vencido. Defrontei-me um dia... duas estrelas que se apagavam nos olhos de uma criança abandonada... e amei-a. A sua voz sem palavras e a música de sua necessidade... fizeram-me encontrar os três: o próximo, a mim e a ti, ó Soberano Senhor da minha vida. Não cesses de cantar... ó brisa ligeira que passeias pelo vale... nem interrompas o teu curso... ó água transparente do regato. Toda musicalidade que embala a natureza ...faz-se partitura para que o cantor destrave a sua voz de sua garganta e inunde o mundo de harmonias”.
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